a gaivota


Um sonho ….

Ela caminha e sente a areia áspera a arranhar os pés, caminha sem destino, pela praia infindável, alheia às nuvens escuras que anunciam a tempestade. É fim de Verão, a praia está vazia e a quietude quente dos dias de julho já passou. O ondular suave das águas foi substituído por marés vivas, que surgem do nada, como se quisessem levar para longe os seus pensamentos.

Tudo é diferente nesta época do ano, o ar é diferente, mais puro e o olhar perde-se pelos corredores de luz que entram pelas nuvens desencontradas, corredores infindáveis que tocam as ondas. Senta-se na areia e sente as gotículas de água salgada na face, como se o mar quisesse brincar com ela. Está ali tanto tempo, parada, olhando o horizonte, sem pensar em nada, apenas sentindo o mar, que não dá por tudo mudar. De repente o seu corpo já não é o seu e, daquela praia vazia, no final de Setembro, sai uma gaivota branca, de um branco imaculado, voando em direção ao mar, à liberdade, ao mundo que conhece.

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Autor: Carla Espada

Sou uma pessoa observadora, curiosa com o que se passa à sua volta

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