Cuba e o poder da comunidade


Podemos viver sem combustíveis fósseis. Podemos viver do que a terra nos dá, sem pesticidas, OGM’s e outros elementos estranhos. Em vez de percorrermos corredores atulhados de hipermercados, em vez de contribuirmos para o desperdício desnecessário, podemos cultivar os nossos alimentos em hortas urbanas, em hortas comunitárias nos terraços das nossas casas, recorrendo a práticas agrícolas sustentáveis, como a permacultura. A terra pode ser usada em prol da comunidade. Podemos viver com o que temos, sem consumismo desnecessário. Podemos trabalhar em entreajuda para uma maior qualidade de vida e igualdade no acesso aos recursos. Estas são algumas das conclusões deste filme sobre a Cuba.

Escrevo este post isenta de conotações politicas, por acreditar que o futuro reside precisamente no regresso ao básico, à terra e ao que ela nos dá e na força da entreajuda. Por um lado admiro a capacidade de resistência de Cuba, a criatividade na procura de soluções, mas também reconheço que existem problemas, nomeadamente a pobreza “disfarçada” do socialismo. É um país de contrastes.

Não é a tecnologia, são as relações humanas que importam afinal.

Anúncios

Autor: Carla Espada

Sou uma pessoa observadora, curiosa com o que se passa à sua volta

2 opiniões sobre “Cuba e o poder da comunidade”

  1. Resumindo, é que ninguém vive como deve, mas como pode. Existe sempre no exterior dos organismos um conjunto de coações que influenciam as decisões. Podemos lutar de diversas formas para mudar o estado das coisas. Temos sobretudo de criar uma nova antítese para a síntese em que se tornou a cultura ocidental e os seus sucedâneos (América do Sul e alguma África). A história não acabou, mas falta uma nova ideia, que possa esgrimir argumentos com o neo-liberalismo. À falta de soluções mais generalistas que empurrariam provavelmente as nações para um conflito, restam-nas as opções pessoais. Essas devem ser tomadas a título pessoal e/ou familiar, o que nem sempre é fácil, porque as soluções ideais encontram sempre dificuldades na sua implementação prática. Muitos homens e mulheres ao longo da história encontraram soluções para levar uma vida parecida com aquela que parece ser do seu agrado (e do meu também, em parte): Os Eremitas, os mosteiros, os ascetas, os místicos, as comunidades coletivas, como os Kibutz em Israel. Estas alternativas responsabilizam o indíviduo de forma definitiva e apenas se devem avançar para elas quando os candidatos estão suficiente maduros para as aceitar e eventualmente esteja feito uma espécie de tirocínio ideológico para essa nova realidade. Eu faço a minha caminhada. Espero ainda ter tempo de partir a caminho de mim mesmo.

    O que acabei de ler e aconselho: “Psicopolítica” e “A Sociedade do Cansaço” de Byung-Chul Han

    O que vou ler: Crítica da Razão Pura e Prática. Porque só depois de conhecermos, podemos tomar decisões.

    O que também ando a fazer: Uma caminhada religiosa, porque é um desperdício de séculos sermos ateus ou agnósticos. Não funciona, porque nunca arranjaremos respostas para perguntas absolutas.

    Liked by 1 person

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

w

Connecting to %s