Ó Faxee favor … quero reclamar!


É um fenómeno sociológico. Quando uma empresa convoca os seus trabalhadores para se reunirem numa reunião anual, normalmente obrigando à deslocação das pessoas, estas sentem-se … deslocadas. E automaticamente sentem necessidade de proteção, de um cuidado especial e reagem reclamando, fazendo notar aos organizadores que estão fora da sua zona de conforto. É aqui que surgem as reclamações.

Outros aproveitam estas oportunidades para fazer o que não podem fazer durante todo o ano e a noite é uma criança, principalmente se o local escolhido for o Algarve. Preocupações? Onde é que vou dormir no final da noite? Não há rede de telemóvel no hotel? Deixa lá isso, vou mas é curtir! Esquecem que há pessoas que estão efetivamente a trabalhar, cansadas, e não estão com disposição para festejar o que quer que seja.

Para animar, porque vendo à distancia, tem piada, deixo-vos algumas das reclamações que me apresentaram este fim-de-semana:

  • “Sou pré-diabética e fiz uma viagem de avião longuíssima e estafante Porto-Faro e quando cheguei ao hotel não tinha um lanche antes de me deitar”
  • “Quero já um prato vegetariano na minha mesa!!!!! É uma ordem!” (a pessoa que fez esta reclamação não é vegetariana); Nota: eu, Charlotte, detesto borrego e muito menos ensopado e por força das circunstâncias tive que o comer
  • “Não gosto destas garrafas de água (marca Continente) sabem a alcatrão. Quem foi o(a) responsável por esta compra?!” O pior é que o chefe atribuiu a responsabilidade a — alguém.
  • “Este hotel é de uma gama muito baixa … os quartos são muito simples, ouve-te tudo o que se passa nos outros quartos” (careta de nojo)
  • Dormir num quarto quádruplo, numa hostel e ter que conduzir 10 minutos até lá, numa estrada de montanha? Eu?! Nem pensar!! Quero lá saber que a empresa já o tenha pago.

Acho que a única forma de reagir é rindo do caricato da situação. Para o ano levo um livro de reclamações e facilito a tarefa aos reclamantes.

Deixo-vos uma fotografia da tal hostel, onde dormi que nem um bebé, num quarto quádruplo, que afinal foi só para duas pessoas e onde tive um acolhimento fantástico: Cerro da Janela Hostel. Vou regressar, noutras circunstâncias mais agradáveis.

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Pequeno almoço: croissants fresquinhos, sumo natural de romã, compotas caseiras de morango e figo, mel
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Autor: Carla Espada

Sou uma pessoa observadora, curiosa com o que se passa à sua volta

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