Preocupações num dia de chuva


Há coisas que me preocupam profundamente.

A quantidade de papel que existe na rua:

Adotem um cão, levem-no a passear à rua e ficarão abismados com a quantidade de guardanapos, recibos, faturas, sacos de papel, beatas e caixas de de cigarros, tudo pronto a cheirar e a comer pelo cão. Já pensaram na quantidade de papel que acumulamos diariamente? Vamos a um supermercado e recebemos, no mínimo, três papeis diferentes com o pagamento da conta. Passamos uma portagem, e temos logo o recibo à nossa mão. Para quê? Não vivemos afinal no país do e-fatura?

Outro problema são os pombos:

Desde que tenho a responsabilidade de assegurar os passeios do meu podengo, constato que as nossas cidades estão cheias de pombos, para grande gáudio dele. Inclusivamente, num dos nossos passeios,  descobrimos um senhor que tem um pombal no quintal de casa. Claro que já se tornou paragem obrigatória para o meu podengo (não fosse ele cão de caça) e até já conhecemos o dono do pombal, que nos cumprimentou, vestido como um cientista louco, com as suas luvas de latex e proteção no nariz.

A chuva:

Porque o chão fica escorregadio e posso esbarlhadar-me no meio da calçada. Tenho que transportar um acessório extra, o emplastro do guarda chuva (quando não o perco e fico com os caracóis em estilo carapinha); arrisco a molhar os pés, por não ter umas galochas em condições. Sabem? umas daquelas super chiques, como se chamam mesmo? Tornar-me subitamente invisível para os outros peões e levar com uma vareta nos olhos ou então tomar um valente banho de água preta do esgoto, enquanto espero nos semáforos.

A falta de espaços para cães nas nossas cidades:

Na cidade de Almada, no Parque da Paz, existe um parque para canídeos e é uma maravilha, para o meu podengo poder brincar com os seus amiguinhos de quatro patas e correr, correr, correr. Não é muito grande, podia ser um pouco maior, mas tem condições: bancos para os donos, baldes do lixo e bebedouros de água para os animais. Precisamos de muitos mais espaços como este nos nossos centros urbanos.

Atenção às vias pedonais:

Este fim-de-semana fiz a primeira cãominhada com o meu podengo pela zona ribeirinha de Lisboa, entre o Cais do Sodré e o Padrão dos Descobrimentos. Correu muito bem, mas tenho a apontar negativamente a atitude dominante dos ciclistas e dos “runners” que por ali circulam, tanto faz que seja à direita, à esquerda, à margem ou por cima de nós. As vias pedonais são de todos, não são autoestradas ou circuitos de atletismo.

Precisamos de liderança, boa liderança:

É uma constatação geral, para várias áreas da nossa sociedade, precisamos de lideres que o saibam ser, que tenham a humildade de reconhecer ser apenas mais uma peça do todo, mas com a especial capacidade para estarem disponiveis, ouvir, decidir quando têm que decidir, compartilhar experiências, decisões, saber delegar, levar mais além cada um dos elementos do todo. Ser humilde, com os pés bem assentes no chão, é uma qualidade de um verdadeiro líder.

As rotundas:

Serei só eu que não atino com a nova regra de circulação nas rotundas? Por mais que tente, para mim não faz sentido!

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Autor: Carla Espada

Sou uma pessoa observadora, curiosa com o que se passa à sua volta

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