Como um sopro

A escuridão da noite passa pela janela e infiltra-se nas paredes, nos mais ínfimos poros do sentir. Apenas se sente a forte presença dos olhos, que iluminam o espaço. Não é uma luz forte ou agressiva, mas doce, suave como o balançar de um rio, que afasta o frio da noite e aquece o interior. Ouve-se um som na janela, a luz move-se até lá e transforma-se, abre a janela e deixa passar, com um sopro, quem precisa de entrar.

Ilustração
Ilustração © Askzhana Abdalieva
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O “Durma-bem!” é que é

Vi este cartão à venda numa loja de sovenirs, não resisti, comprei. Já agora ..

Vi este cartão à venda numa loja de sovenirs, não resisti … comprei um ❤

Já agora … A quantidade de gente que por aí anda com insónias … Vi ontem na SIC uma reportagem sobre uma feira tecnológica com equipamento que permite controlar à distância de um comando a luz, o barulho da televisão, a máquina de lavar roupa, para dar uma ajuda ao sono. Deviam era inventar uma máquina que nos pusesse a dormir a noite toda ou uma daquelas camas de hibernação individuais, resistentes a barulhos e outras coisas, dos filmes de ficção científica.

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O que dizem as estrelas?

Vê as estrelas, Zeca? Sabe o que elas dizem?

Não, mãe.

Sabe, filho, a noite é uma carta que Deus escreve em letrinhas miuditas. Quando voltar da cidade você me há de ler essa carta?

Sim, mãe.

* Mia Couto, “Mar me Quer” *

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Estrelas e outras coisas … Papel cavalinho com tinta da china ©CarlaEspada

“Como seria o teu cartaz para o 25 de abril?”

Cartaz que fiz a propósito do 25 de abril.

Resolvi participar no desafio do PúblicoP3 e ilustrar “Como seria o teu cartaz para o 25 de abril?”  Elegi o o valor da liberdade, cada vez mais ameaçado e a emigração, inspirando-me no post “Que País Este?”

Cartaz realizado em papel cavalinho A3, tinta acrílica e tinta da china.

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