No sítio certo

Ouvi esta música, que desconhecia, no programa da manhã da antena 3 em que a apresentadora receita músicas, consoante a “patologia” dos ouvintes. Precisava de uma varinha mágica para ordenar “on the right place” toda a papelada que deixam em cima da minha mesa de trabalho.

Obsessão, necessidade, inquietação, é o que me transmite esta música.

a slightly remembrance

Fifteen years have passed and,

I’ve seen you now in a not very old photo

yes, it felt me remember that …

I’ve awaken with your funny and straight look

All came from there,

the dark of the music that inflamed my heart

and finding myself as a woman in the words we shared

I don’t know what happened …

It happened so fast …

I’ve been lost between words since then

But there you are, with your funny and straight look

Tango!

“Vuelvo Al Sur

Vuelvo al Sur,
como se vuelve siempre al amor,
vuelvo a vos,
con mi deseo, con mi temor.

Llevo el Sur,
como un destino del corazon,
soy del Sur,
como los aires del bandoneon.

Sueño el Sur,
inmensa luna, cielo al reves,
busco el Sur,
el tiempo abierto, y su despues.

Quiero al Sur,
su buena gente, su dignidad,
siento el Sur,
como tu cuerpo en la intimidad.

Te quiero Sur,
Sur, te quiero.

Vuelvo al Sur,
como se vuelve siempre al amor,
vuelvo a vos,
con mi deseo, con mi temor.

Quiero al Sur,
su buena gente, su dignidad,
siento el Sur,
como tu cuerpo en la intimidad.
Vuelvo al Sur,
llevo el Sur,
te quiero Sur,
te quiero Sur…”

Recital Popular

“Uma certa quantidade de gente à procura

De gente à procura de uma certa quantidade (…)

Excerto do poema “Uma certa quantidade”, de Mário Césariny

Este é mote para o inicio do Recital Popular, a realizar nos dias 4 e 5 de julho no Museu da Fundação das Comunicações, Cais do Sodré, Lisboa. O primeiro ensaio já foi e foi excelente. Estou entusiasmada 🙂

“Recital Popular é uma proposta multigeracional: criar um Coro de Palavras (próximo da poesia falada e cantada) vindas de uma selecção de poemas relacionados com o Cais do Sodré, com Lisboa, com o Rio e com a sua realidade próxima, que revele a voz conjunta do grupo e que, no seio do seu desenrolar, faça com que estas pessoas se encontrem num estado outro de fruição e escuta das suas vozes.”

Explora o poder da palavra, do som das vozes em conjunto, com diferentes polifonias, tons, ritmos e também imagem, movimento, expressão teatral.

Margarida Mestre: Criação do repertório e orientação do Coro
João Madeira: Acompanhamento das vozes em criações originais

Festival do Silêncio “a celebração da palavra enquanto unidade criativa, veículo do pensamento e da criação”. Estejam atentos à programação! De 03 a 05 de Julho

Sair para voltar

Sair,

apressadamente, no meio do caos,

das vozes que se elevam,

que se atropelam, sem solução,

sair,

com esperança de encontrar,

na sua própria voz, a paz interior

no silêncio, que apenas se deixa tocar pela pureza da areia,

pela força da brisa que revolta os pensamentos,

e da paisagem, avassaladora, mas também gentil e simples

sair,

e agradecer as pequenas coisas da vida,

a natureza que nos acolhe, como uma mãe,

cujos passos estão marcados na areia,

lembrando-nos da sua existência

sair,

e perder o olhar na ondas,

sem as amarras do tempo, das horas

do dever estar,

do dever ser,

do dever fazer,

sair,

para poder ser,

e poder voltar, para o caos, as vozes altas, o dever,

com a certeza de que haverá sempre aquele lugar seu

A peace of something to call mine …I’m coming …

lenço
©CarlaEspada