X Grande Prémio da Arrábida

Reportagem da manhã do último domingo: corrida de 12,50 Km, organizada pela Associação de Atletismo Lebres do Sado. O primeiro fim-de-semana de frio de Inverno, mas por sorte, com sol.

Normalmente opto por correr perto de casa e para quê ir para longe, se perto de nós temos espaços fantásticos para correr? Foi o caso desta corrida, que partiu do jardim de Vanicelos, em Setúbal, passou pelas quintas e terrenos rurais da baixa de Palmela, onde nos cruzámos com pastores e rebanhos de ovelhas (com as suas crias recém nascidas) até chegar ao ponto central da corrida, a subida até Palmela pela chamada “subida da cobra”. Uma subida sofrida, que parecia interminável e que fiz meio a correr, meio a caminhar, mas sempre com força nas pernas.

Chegados a Palmela, finalmente a descer, corremos pela Estrada de vale dos Barris e regressámos a Setúbal, descendo pelo caminho de terra batida dos bombeiros. Aqui, por força do terreno, a corrida aproximou-se do “trail running”.

Fomos surpreendidos por um abastecimento “surpresa” de Moscatel de Setúbal e línguas de gato. Confesso que não veio na melhor altura, porque era numa descida, ia toda lançada e tive que parar para beber o copito de moscatel. Mas, não podia falhar!

Esse trilho dos bombeiros desembocou na estrada da baixa de Palmela, que percorremos, de volta, até à meta que estava no jardim de Vanicelos.

Na véspera tinha corrido 12,57 Km em 1h20m. Conclui esta prova em 1h31m, por força da subida de Palmela, do moscatel e algum cansaço muscular do dia anterior. Mas, mais uma vez, valeu a pena! Correr por gosto, não por competição e com respeito por nós próprios e pelo que conseguimos fazer.

 

Meia maratona de Setúbal

Consegui!!! Corri a minha primeira meia maratona, estou tão orgulhosa de mim própria, se me é permitido dizê-lo. Temos que confiar na nossa cabeça. Apenas podemos confiar em nós.

Consegui!!! Corri a minha primeira meia maratona, estou tão orgulhosa de mim própria, se me é permitido dizê-lo. Tenho que o dizer! Normalmente corro mais do que 5 Km e menos do que 21 Km, mas a prova dividia-se entre estas duas distâncias, pelo que decidi inscrever-me na meia maratona. Fiz alguns treinos prévios superiores a 10 Km, que correram bem, mas estive sempre na dúvida se conseguiria acabar, com medo de falhar.

A parte mais dura da prova foi a subida da Serra da Arrábida até ao ponto de retorno, no cruzamento com a estrada que vai dar à Secil, pouco depois do parque de merendas da Comenda. Durissima, principalmente o troço a seguir ao restaurante “A Restinguinha”, tive que caminhar algumas subidas mais agrestes, debaixo de um sol abrasador.

Mas, foi também neste percurso, que pensei não conseguir completar, que decidi não desistir. Fi-lo na companhia de uma participante, aflita com dores no joelho esquerdo, também ela com medo de não conseguir chegar ao fim. Por entre conversas, motivei-a para continuar, para procurar um ritmo que conseguisse aguentar e motivou-me também: Que raio, já cheguei aqui, estou inteira e em corrida! Temos que confiar em nós, na nossa cabeça. Apenas podemos confiar em nós. Vamos em frente!

O resultado final foi 21 Km, em 2h40m, mas para mim representou uma vitória.

O meu diploma:

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O percurso:

Correr com chuvinha boa

Este domingo foi dia de treino. Apanhei as primeiras chuvas, uma chuva miudinha, mas que soube tão bem, apazigua o cansaço da corrida, dá mais força. Corri pela marginal, tendo como companheiro o Rio Sado: 10 quilómetros, desde o Parque Urbano de Albarquel até ao porto da Autoeuropa, já perto da Cachofarra e voltar. É um orgulho ver que Setúbal começa a ter boas infraestruturas sociais e desportivas à disposição da população, principalmente na zona poente da cidade.

Não tenho o hábito de correr com música, desconcentro-me, prefiro estar alerta do que se passa à minha volta, principalmente se for na cidade e da minha respiração. É muito importante ter uma respiração regular e é precisamente nesta parte que tenho mais dificuldade, apesar de não ser fumadora. Devia complementar a corrida com ginástica “cardio”, musculação, mas reconheço que sou preguiçosa e não tenho muita paciência para ginásios.

Não vou a uma corrida organizada desde a São Silvestre, em Setúbal. Mas, perdi a cabeça … inscrevi-me na Meia Maratona de Setúbal, que se realiza dia 20 de setembro. Não sei se consigo completar a prova. O objetivo é esse, terminar, em corrida, mas vou tentar. Se não conseguir, também não me dou por perdida, participei, dei o melhor e hei-de cruzar a meta, nem que seja a andar!

mapa corrida

Run the Movie

Nova publicidade da Reebok a ténis de corrida desta marca. Passa-se na sala de cinema de um centro comercial sul coreano. O filme entra em “pausa” e só volta a passar quando uma pessoa corre na passadeira. Que fixe … já me estou a ver a correr na passadeira com o Darth Vader mesmo à minha frente, seria a apoteose total.

Por falar em corridas, neste fim-de-semana há treino!

Corridas

Bem…chega de estar parada! Não tenho dinheiro para os ténis XPTO para corrida, mas já tenho uma meia para o joelho e palmilhas anti-impacto, pelo que, é hora de voltar às corridas. Por enquanto vou fazer os meus treinozinhos habituais.

Estou impedida de ir à 25ª Meia Maratona de Lisboa por muito importantes obrigações laborais. A minha entidade patronal insiste em marcar trabalho no dia desta prova (todos os anos é a mesma coisa), pelo que vai ser difícil vir a participar enquanto ali trabalhar. Tininha, força com essa corrida (ou caminhada), estou contigo!

Mas, estive a pesquisar e estas são algumas das provas que me parecem interessantes:

  • 10ª Corrida do Benfica – SLB sempre!!!
  • Meia Maratona de Almada
  • V Ultra Trail de Sesimbra

Running

O desporto que pratico com mais assiduidade é a corrida, porque é um desporto que consigo fazer na rua, ao ar livre, na natureza, sozinha, sem instrutores de fitness, com ou sem música (a maior parte das vezes sem).

É óptimo, não só do ponto de vista desportivo, mas também pessoal, porque permite-nos pensar na vida, nas coisas que aconteceram durante o dia, nas coisas e projetos que estão para acontecer. E sabe bem chegar ao fim e ver que corri 3, 5, 10 ou 15 Km. Gosto de correr por correr, não para me desafiar, para correr maratonas, por competição ou pelos tempos (têm uma importância relativa).

O running está cada vez mais na moda e nos meus treinos e provas encontro vários tipos de runners, com as suas “taras”:

  • O runner máquina de calcular: artilhado com relógios e gadgets variados para medir tempos, distâncias, ritmos cardíacos, latitudes, altitudes, ritmo da passada e tudo o mais que possa ser medido…
  • O papa provas: vai a todas as provas e faz coleção de camisolas e brindes
  • O social runner: viciado nas redes sociais, avisa no estado do facebook que iniciou a corrida, publica as medições dos gadgets (eu publico sempre o resultado final da aplicação no telemóvel) publica constantemente fotografias dos novos ténis, escreve em blogues de corrida, partilha as listas spotify. É viciado em selfies e fotos de grupo, filma videos para partilhar no youtube
  • Runner ultra equipado: procura levar sempre os melhores ténis de corrida e meias de compressão, mochila de hidratação, óculos, camisola, bebidas e barras energéticas…Lembro-me de ter visto um corredor que levava um equipamento nos pés para alargar os passos, tipo bolinha saltitona, foi o máximo.
  • Runner mercado negro: fazem dinheiro com compra e venda de dorsais e camisolas na net e facebook
  • Model runner: corre e vai às corridas só para aparecer nas fotos
  • Corredor perda de peso: usa sempre casacos fechados, para facilitar a transpiração, mesmo no pino do verão

Um conselho, é de facto importante procurar uns ténis adequados à corrida, para evitar lesões no joelho (sei do que falo). Mais vale investir nuns bons ténis do ser forçado a deixar um desporto que se gosta

carla arrabida ultra trail